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Demonstrações financeiras: o que são e a sua importância

Demonstrações financeiras são apresentações que visam informar sobre a situação das finanças de uma empresa. As organizações fazem esses relatórios contábeis que, além de ajudarem a organizar o orçamento, auxiliam nas tomadas de decisão de gestão.

Com base nelas, é possível realizar a apuração dos impostos, controlar o fluxo de caixa, realizar melhores investimentos e conseguir gerenciar melhor todos os aspectos do negócio.

Quer entender um pouco melhor o que são e por que são tão importantes? Continue lendo nosso artigo.

Qual a importância das demonstrações financeiras?

Por meio das demonstrações financeiras de uma determinada empresa, a equipe financeira, um novo investidor ou os sócios podem tomar suas decisões de uma maneira muito mais segura. São elas que possibilitam, por exemplo, que sua organização consiga aprovar um financiamento, pois elas descriminam os recursos disponíveis em caixa e as condições de se arcar com as dívidas.

Essas demonstrações mostram quais são os gastos, o retorno sobre investimentos, o faturamentos previstos e uma análise da saúde financeira de uma maneira completa. Assim, existem quatro tipos diferentes: o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE), o Fluxo de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado, além do complemento das Notas Explicativas.

Quais os tipos de demonstrações financeiras?

Balanço Patrimonial

O balanço é a principal demonstração financeira de uma empresa e trata-se de um relatório contábil que segue a legislação vigente. Por meio dele, o negócio consegue mostrar como está o seu patrimônio, detalhando a posição financeira atual da empresa. Ele pode ser realizado em qualquer época do ano – sendo mais comum no final dele – para realizar o acompanhamento de janeiro a dezembro.

Dessa forma, visa-se equilibrar o patrimônio, analisando os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Em outras palavras, serão verificados todos os itens capazes de gerar benefícios econômicos, como é o caso das aplicações e quais as obrigações com terceiros que deverão ser liquidadas.

No Balanço Patrimonial, existem duas colunas: ativo e passivo. No ativo, ficam descriminados os direitos e os bens de uma organização, ou seja, tudo o que de alguma forma gera valor para a empresa — o estoque é um bom exemplo. Já no passivo ficam todas as obrigações que uma empresa tem, ou seja, os valores que deverá pagar — como os serviços de fornecedores.

O resultado da diferença entre o ativo e o passivo é o chamado patrimônio líquido. Quando o ativo é positivo, a empresa tem como arcar com as suas dívidas. Quando o oposto ocorre, chamamos de passivo a descoberto, indicando que o valor devido é maior do que os seus bens.

Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)

A DRE está entre as obrigações de maior importância para as empresas. Com ela, os gestores conseguem tomar as suas decisões estratégicas mais facilmente ao unirem as informações sobre as finanças, ou seja, analisarem se as contas serão positivas ou negativas.

Portanto, a Demonstração de Resultados do Exercício visa, principalmente, reunir todas as informações financeiras da empresa, mostrando o resultado do exercício líquido, que apresenta o lucro ou o prejuízo da operação. Dentro disso, estão incluídas todas as receitas da empresa, como custos e despesas.

Para que tenha maior efetividade dos resultados, ela deve ser elaborada considerando um período determinado, sendo mais usual a realização anual para se ter um balanço. Isso não quer dizer que não possa ser realizada em outros momentos e, sempre que necessário, poderá ser utilizada.

Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa nada mais é do que um relatório para análise da empresa, que mostra sua posição financeira dentro de um determinado período, que pode ser diário, semanal, mensal ou anual. Por meio dele, é possível saber o quanto entrou e saiu de dinheiro no período específico, analisando to caixa, as aplicações financeiras e as contas bancárias.

Ainda é possível verificar qual foi o resultado da empresa em cada uma de suas movimentações financeiras. Assim, é possível saber exatamente onde tais recursos foram aplicados e quais as suas origens, tendo melhor controle sobre o fluxo financeiro.

Sabendo exatamente onde o dinheiro está sendo empregado, pode-se fazer um planejamento mais preciso sobre os recursos disponíveis e necessários para cada movimentação financeira. Assim, as finanças ficam mais organizadas e atrasos com pagamentos devido à falta de recursos são evitados.

Com base nessa demonstração, ainda é possível que o gestor tome uma decisão acertada sobre quais aplicações são mais vantajosas e o retorno que essas lhe darão a fim de que faça o planejamento financeiro acertado ao traçar as metas empresariais.

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Por meio da Demonstração do Valor Adicionado, pode-se saber quais foram as riquezas geradas em determinado período de movimentação da empresa.

Com base nela, é possível saber como foi o papel da empresa na geração de riquezas ao analisar de que forma contribuiu para o desempenho social e com a economia de forma geral. Ele compara os valores de entradas e saídas, assim como as demais demonstrações financeiras, mas toma como base o princípio de responsabilidade social, medindo o quanto essa riqueza esteve relacionada ao bem social.

Aqui, não importa apenas qual o lucro da empresa, mas se ele esteve ligado de maneira positiva a causas sociais. Por exemplo, se a empresa contratou mão de obra da comunidade da qual faz parte ou até mesmo se o seu negócio está contribuindo para o desenvolvimento econômico do país ou do município.

Notas explicativas

As notas explicativas servem para esclarecer sobre a situação patrimonial, visando complementar as demonstrações contábeis que podem não ter ficado claras. Ela também vai:

  • Informar sobre práticas contábeis que foram aplicadas na empresa;
  • Completar informações que são exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e que não foram demonstradas;
  • Incluir informações financeiras relevantes;
  • Indicar os critérios de avaliação patrimonial;
  • Apontar investimentos em outras sociedades;
  • Expôr garantias das obrigações de longo prazo;
  • Explicitar ajustes de exercícios anteriores.

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