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5 atributos externos (ESCALE) de uma organização exponencial

*Este conteúdo foi produzido pela HSM, veiculado no dossiê: A era exponencial, na edição nº120 jan/fev de 2017 na Revista HSM Management.

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Por Salim Smail

As ExOs alavancam cinco externalidades para aumentar seu desempenho, resumidas no acrônimo SCALE, que em inglês significa escala:

1. Staff sob demanda


A AMP, a maior companhia de seguros da Austrália, exige que metade de seu departamento de TI de 2,6 mil colaboradores seja composta de temporários. Isso é um esforço para manter atualizadas as habilidades gerais da organização, porque a vida útil de uma habilidade aprendida, que costumava ter 30 anos, caiu para cinco anos. O aproveitamento de pessoal de fora da organização-base é crucial para a criação e gestão de um ExO de sucesso: ter staff sob demanda é necessário para a velocidade, a funcionalidade e a flexibilidade em um mundo em rápida transformação. Isso porque, não importa quão talentosos sejam seus colaboradores, a maioria deles está se tornando obsoleta; quem tem múltiplos projetos se mantém mais competitivo. Além disso, staff sob demanda promove o
tão desejado aumento da diversidade de ideias.

2. Comunidade e multidão

Desde maio de 2007, Chris Anderson vem formando uma comunidade chamada DIY Drones. Já foi capaz de projetar e construir um drone com 98% das funcionalidades do Predator, usado pelas Forças Armadas norte-americanas. Mas existe uma grande diferença: um Predador custa US$ 4 milhões; o drone da DIY custa US$ 300.

Ao longo da história humana, as comunidades começaram com base geográfica (tribos), tornaram-se ideológicas (por exemplo, as religiões) e, em seguida, mudaram para as administrações civis (monarquias e estados-nação). Hoje, a internet está produzindo comunidades baseadas em atributos que compartilham intenções, crenças, recursos, preferências, necessidades, riscos e outras características, nenhuma das quais depende da proximidade física.

Para uma empresa, sua “comunidade” é composta por membros da equipe principal, ex-membros de equipe, parceiros, fornecedores, clientes, usuários e fãs. Todos que estiverem fora dessas camadas centrais podem cooperar com a empresa também, mas são classificados como multidão e são mais difíceis de alcançar.

É importante notar que a interação entre uma organização exponencial e sua comunidade nunca é simplesmente uma transação. A verdadeira comunidade ocorre quando há o envolvimento peer-to-peer. Normalmente, existem três passos para construir uma comunidade em torno de uma ExO:

1. Usar o PTM para atrair e envolver os membros iniciais.

2. Nutrir a comunidade.

3. Criar uma plataforma para automatizar o engajamento peer-to-peer.

Já a multidão que pode ser aproveitada por uma ExO é baseada na atração. Você cria um prêmio de incentivo e pronto: deixa a multidão vir até sua empresa. As ExOs podem alavancar a multidão, explorando a criatividade, a inovação, a validação e mesmo o financiamento.

 

Faça o download do Dossiê: “A era Exponencial” e leia mais sobre o assunto:

3. Algoritmos

No coração do crescimento exponencial do Google, todos sabem, está o algoritmo PageRank, que classifica a popularidade de páginas da web. Todas as ExOs têm seu Page-Rank. E há dois tipos de algoritmos que estão na
fronteira desse novo mundo: aprendizado de máquina (machine learning) e aprendizado profundo.

O aprendizado de máquina é a capacidade de executar com precisão tarefas inéditas, projetadas com base em propriedades conhecidas, obtidas de dados históricos ou de treinamento, e na previsão. Exemplos de algoritmos de código aberto incluem Hadoop e Cloudera. Um bom caso de aprendizado de máquina vem da Netflix, que em 2006 decidiu aprimorar suas recomendações de filmes.

Em vez de limitar o desafio em sua força de trabalho interna, a Netflix lançou um concurso com um prêmio de US$ 1 milhão, com o objetivo de melhorar seu algoritmo de avaliação de filmes em 10%. Os primeiros 51 mil participantes, provenientes de 186 países, receberam os dados de 100 milhões de avaliações e tiveram cinco anos para atingir a melhoria de 10%. O concurso terminou mais cedo, em setembro de 2009, quando uma das 44.014 propostas válidas alcançou o objetivo e recebeu o prêmio.

O aprendizado profundo é um novo e instigante subsistema do machine learning baseado na tecnologia de rede neural. Ele permite que uma máquina descubra novos padrões sem ser exposta a dados históricos ou de treinamento.
As startups líderes nessa área são a Deepmind, comprada pelo Google no início de 2014 por US$ 500 milhões, e a Vicarious, financiada por Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg. O Twitter, o Baidu, a Microsoft e o Facebook
também possuem um investimento pesado nessa área.

Os algoritmos de aprendizado profundo se baseiam em descoberta e autoindexação e operam da mesma forma que um bebê que aprende os primeiros sons, depois palavras, em seguida frases e até mesmo línguas.

Para entendermos, vejamos uma rede neural construída por uma equipe do Google X – de 16 mil processadores de computador com 1 bilhão de conexões. Depois de permitir que ela navegasse em 10 milhões miniaturas de vídeo do YouTube selecionadas aleatoriamente, por três dias, a rede começou a reconhecer gatos, sem realmente conhecer o conceito de “gato” – sem qualquer contribuição ou intervenção humana.

 

4. Leveraged assets (ativos alavancados)

A ideia de alugar, compartilhar ou alavancar ativos, em vez de possuí-los, teve muitas formas diferentes ao longo da história. No mundo dos negócios, a locação de tudo, desde edifícios até máquinas, foi uma prática comum para deslocar os ativos do balanço patrimonial. E, embora a prática de não possuir ativos fosse, por décadas, um padrão
para máquinas pesadas e funções não críticas (por exemplo, copiadoras), recentemente está havendo uma tendência crescente de terceirizar até mesmo os ativos fundamentais.

A Apple, por exemplo, aciona as fábricas e linhas de montagem da Foxconn, sua parceira de produção, para as linhas de produtos-chave. A tecnologia facilita acessar sem possuir. A não propriedade é, portanto, a chave para o sucesso no futuro – exceto, é claro, quando se trata de ativos e recursos escassos. É só por isso que, contra tal corrente, a Tesla possui as próprias fábricas, e a Amazon, os próprios armazéns.

5. Engajamento dos usuários

Técnicas de engajamento como sorteios, concursos, cupons, milhas aéreas e cartões de fidelidade já existem há muito tempo. Nos últimos anos, a novidade é que essas técnicas foram totalmente habilitadas pela informação, sendo mais elaboradas e socializadas. O que isso significa? Hoje o engajamento é criado em sistemas de rating, jogos e prêmios de incentivo. Em um programa de engajamento atual, as ExOs devem usar atributos como a transparência da avaliação, a autoeficácia (noção de controle, ação e impacto), a pressão dos pares (comparação social), o despertar de emoções positivas em vez de negativas para promover uma mudança de comportamento de longo prazo, o
feedback instantâneo, regras, metas e recompensas simples e autênticas (tais como premiar apenas os outputs e não os inputs) e também moedas virtuais ou pontos.

Se devidamente implementado, o programa de engajamento cria efeitos de rede e ciclos de feedback positivo com grande alcance. Vale ressaltar que, especialmente para a geração Y, jogos geram um engajamento importantíssimo.

Faça o download do Dossiê: “A era Exponencial” e leia mais sobre o assunto:

 

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