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Entenda por que o ESG é a nova tendência para empresas

O termo ESG, ou Environmental, Social and Corporate Governance, vem ganhando espaço nas grandes corporações mundiais. Mas, afinal, o que...

ESG

A sociedade está cada dia mais exigente e atenta às boas práticas de mercado. O comportamento dos consumidores vem mudando nas últimas décadas e, em tempos de mudanças climáticas, escândalos políticos e busca por igualdade, adaptar-se às tendências é fundamental. Nesse contexto, o termo ESG, ou Environmental, Social and Corporate Governance, vem ganhando espaço nas grandes corporações mundiais.

Mas, afinal, o que é ESG? Explicamos tudo neste artigo. Continue a leitura para entender e levar essa tendência para a sua empresa.

Sem tempo para ler este artigo sobre ESG? Você pode ouvi-lo no player abaixo:

O que é e como surgiu o ESG?

esg

ESG significa Environmental, Social and Governance, ou, em português, “Ambiental, Social e Governança”. O termo surgiu depois que a nomenclatura Socially Responsible Investing (SRI ou, em português, Investimento Sustentável Responsável) passou a ser usada nas décadas de 1970 e 1980. Durante esse período, os fundos de investimento começaram a considerar critérios sociais na tomada de decisão sobre quais empresas deveriam receber aportes.

A tendência de investimentos responsáveis foi drasticamente impulsionada a partir de 1971 pelo primeiro fundo de investimento responsável, o norte-americano Pax Sustainable Allocation Fund Investor Class (PAXWX), que não investia em empresas que financiaram a Guerra do Vietnã. Com o tempo, a prática foi se tornando mais comum. Nos anos 80, grandes investidores evitavam investimentos em empresas responsáveis por catástrofes ambientais.

Logo depois, entre os anos 1990 e 2000, surgiram os primeiros índices financeiros socialmente responsáveis, como MSCI KLD 400 Social Index (reduzia investimentos em empresas de armas, cigarros e álcool) e Dow Jones Sustainability Index (avaliava a performance de empresas conforme critérios que, mais tarde, seriam chamados de ESG).

Finalmente, em 2005, o termo ESG e as práticas de impacto social ganharam força e foram oficializados no relatório Who Cares Wins (ou, em português, “Ganha Quem se Importa”), resultado de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Depois da definição de diretrizes por vários países, incluindo o Brasil, os critérios ESG passaram a ser considerados para tomar decisões sobre investimentos, além de servirem como incentivo para as empresas melhorarem a performance de investimentos no longo prazo.

Por que ESG virou tendência?

Uma vez que as diretrizes de impactos sociais foram ganhando força pelo mundo e conquistando as corporações, ficou cada vez mais difícil ignorar o conceito e as boas práticas sugeridas pelo ESG. Atualmente, existem milhares de iniciativas focadas em garantir que as empresas sigam práticas mais sustentáveis e, por isso, a tendência ganha ainda mais fôlego.

São exemplos iniciativas como a Global Reporting Initiative (GRI), organização sem fins lucrativos para padronizar os relatórios de sustentabilidade das empresas globalmente, e o Pacto Global, criado pela ONU em 2000 com o objetivo de encorajar empresas a adotarem políticas de responsabilidade social e sustentabilidade.

E as iniciativas não param por aí. Podemos citar também:

Com tantas iniciativas espalhadas pelo mundo que focam em impacto social, fica cada dia mais próxima a realidade do ESG nas empresas e, por isso, é necessário entender a importância de implantá-lo.

Qual é a importância do ESG para as empresas?

Com o forte apelo de grandes instituições, governos e da sociedade como um todo, fica quase impossível ignorar a tendência de mudança. Pesquisas pelo mundo já mostram que negócios que seguem boas práticas ambientais, sociais e de governança são mais estáveis e podem trazer mais lucratividade no longo prazo.

Seguindo a tendência, investidores e fundos de investimento também começaram a olhar para esses critérios na hora de decidirem onde focar. Empresas com boas práticas de ESG correm menos riscos de enfrentarem problemas jurídicos, trabalhistas e fraudes e de sofrerem ações por impactos ao meio ambiente.

Na prática, os fundos de investimento analisam e classificam as empresas conforme os critérios ESG para direcionar aportes. Há alguns, inclusive, que só investem em negócios que adotam boas práticas. Os resultados para os negócios que apostam nessas boas práticas são positivos não só pela atração de investidores, como também pela percepção que o mercado passa a ter deles.

Como implementar o ESG? Confira essas dicas

Para colocar o ESG em prática, é necessário primeiro entender quais são os gargalos e as forças da empresa. O ERP pode auxiliar nesse ponto, contribuindo para a implementação do Environmental, Social and Corporate Governance.

Siga esse passo a passo para implementar o ESG na sua empresa:

  1. Implante um sistema integrado de gestão (ERP) eficiente.
  2. Identifique quais são as mudanças necessárias na empresa.
  3. Mapeie as ações de impacto social que serão implantadas usando ESG.
  4. Escolha quais estratégias serão melhor aplicadas na empresa.
  5. Coloque em prática conforme a capacidade da companhia.
  6. Verifique e acompanhe os resultados aliados às escolhas. Repita e/ou melhore.

Alguns exemplos e sugestões de como implementar o ESG:

Ambiental

  • Desenvolver embalagens recicláveis ou que utilizem menos plástico;
  • Usar materiais reciclados no escritório e digitalizar o que for possível para reduzir desperdícios;
  • Usar energias limpas e renováveis, que não emitam poluentes, como a eólica e a solar;
  • Fazer a destinação correta de resíduos e efluentes.

 Social

  • Permitir que as mulheres conciliem carreira e maternidade, oferecendo um ambiente propício para isso;
  • Privilegiar o diálogo entre colaboradores e líderes;
  • Realizar projetos sociais com a comunidade local;
  • Promover ou patrocinar eventos culturais e sociais.

 Governança

  • Ter um conselho administrativo que priorize membros que não são contratados pela empresa;
  • Contratar fornecedores e colaboradores terceirizados que tenham integridade;
  • Ter uma hierarquia bem definida, com cargos e funções determinados;
  • Ter transparência, tornando públicas as principais informações.

Case de sucesso: como o ERP contribui para o ESG

Na medida em que uma empresa tem um ERP eficiente como o da Sankhya, consegue implantar as boas práticas de ESG com mais facilidade. E sabe por quê?  Um sistema integrado de gestão empresarial permite que os gestores e donos da companhia tenham na palma da mão ferramentas que indicam possíveis pontos de melhoria.

É o caso da Pão de Queijo e Cia, por exemplo, que, depois de implantar o ERP Sankhya, reduziu o desperdício de matéria-prima, atendendo principalmente o “E” de Environmental (ambiental). 

A companhia também agilizou o sistema de faturamento, reduziu o custo de produção e tornou mais rápidos os processos de decisões na empresa, melhorando também o “G” de Governance (governança) e aperfeiçoando a conduta corporativa.

O ERP traz clareza e informações ricas sobre a empresa, o que permite aos gestores melhores escolhas e direcionamento dos negócios.

Implementar o ESG na sua empresa nos dias de hoje ainda é um diferencial, mas em breve será indispensável para companhias de todos os setores. Adaptar-se é necessário, principalmente se a ideia é construir um negócio consolidado e que cresce no longo prazo. E ficar atento às tendências de mercado é essencial.

Para saber mais sobre como o ERP Sankhya pode ajudar a sua empresa a tomar melhores decisões, fale com um consultor.

 

 

 

 

Sobre o autor
Kaísa Martins

Jornalista especialista em Comunicação Empresarial. Escreve sobre o mercado de TI há 13 anos.

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