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Entenda o que são startups, como funcionam e como empresas tradicionais podem se beneficiar

O grande avanço tecnológico das últimas décadas e a pandemia do coronavírus nos últimos dois anos impulsionaram o crescimento exponencial...

O grande avanço tecnológico das últimas décadas e a pandemia do coronavírus nos últimos dois anos impulsionaram o crescimento exponencial dos negócios digitais. Como consequência, surgiram milhares de startups pelo mundo. Startups que trazem solução para problemas simples ou complexos e, ao mesmo tempo, geram empregos e giram a economia mundial.

De acordo com pesquisa realizada pela CB Insights, o clube global de unicórnios (startups bilionárias) chegou em 2022 à marca de 1.000 empresas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. No total, essas empresas valem quase US$ 3,3 trilhões. No Brasil, em 2021, 10 novas startups se tornaram unicórnios e, ao todo, atualmente o país tem 24.

Dados da empresa de inovação Distrito mostram que, entre os meses de janeiro e novembro de 2021, as startups brasileiras captaram US$ 8,85 bilhões com investidores. O valor representou quase o triplo dos US$ 3,1 bilhões captados ao longo de todo o ano de 2020.

Em tempos de tanta inovação e mudança veloz na forma como os consumidores se comportam e compram, é importante entender o que são startups, como elas funcionam e o que elas trazem de benefícios para empresas tradicionais e o mercado como um todo.

O que é startup? 

O termo startup vem do inglês e pode ser traduzido como “começar” ou “dar início”.  Pode-se dizer que startups se referem a negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos que oferecem soluções práticas para atender a alguma necessidade do mercado

As startups podem ser negócios de pequeno, médio ou grande porte e geralmente nascem com o propósito de inovação. Na maioria das vezes, são desenvolvidas por jovens empreendedores que buscam investimentos de empresários já consolidados no mercado.

O potencial de crescimento das startups é enorme, porém os riscos para quem investe também são grandes. É comum que as startups sejam ágeis em desenvolver e entregar projetos, o que as torna atrativas aos olhos de quem investe

Muitas pessoas acreditam erroneamente que as startups são somente empresas voltadas para internet. Mas isso não acontece sempre. As startups só são mais frequentes no mundo digital porque é bem mais barato, prático e escalável

Resumidamente, startups são empresas em fase inicial, que assumem riscos elevados e prometem entregar produtos e serviços revolucionários. Podem ser financiadas por dinheiro privado ou começarem em incubadoras mantidas em instituições de ensino e pesquisa pelo poder público.

As startups podem surgir em diversas áreas e em diferentes segmentos. MadeiraMadeira (e-commerce), Hotmart (e-commerce/mídia) e Mercado Bitcoin (fintech) são alguns dos exemplos brasileiros de sucesso. Mas, afinal qual a diferença entre uma empresa tradicional e uma startup?

Quais são as diferenças entre startup e empresa?

Por mais que as startups sejam majoritariamente vistas como negócios digitais, elas não se limitam a isso. Para ser considerado uma startup, um empreendimento deve ter como premissa a inovação. Esta é a diferença primordial entre uma empresa de modelo tradicional e uma startup. 

Outra diferença é que uma empresa tradicional muitas vezes não consegue ter o poder de escalabilidade de uma startup. Já que elas começam com alguns amigos e poucos funcionários e vão conquistando mercado aos poucos. Em alguns casos, as startups começam apenas com o trabalho e o esforço do fundador.

Além de inovação e escalabilidade, as startups geralmente possuem processos internos mais rápidos. As startups conseguem sair da ideia inicial para implementação em pouco tempo.

Com uma organização interna e estrutura mais horizontal, menos hierárquica e com mais autonomia em relação a seus colaboradores,  as startups conseguem ter um poder de decisão mais rápido.

As startups também têm a capacidade de ouvir e fazer testes muito rapidamente com os clientes, com baixos custos e agilidade no redirecionamento de processo. Fato que é mais complicado em caso de empresas tradicionais.

Também é importante considerar que, por questões de estrutura, cultura e política, uma empresa formal dificilmente (ou nunca) vai se tornar uma startup. O que ela pode fazer é se inspirar em alguns dos elementos de uma startup e trazer para o seu dia a dia.

Como funciona uma startup?

O perfil de startups pode ser diversificado e único. Portanto, existem várias formas e tipos de startups em diversas áreas, setores e segmentos. São FinTechs, HealthTechs, EdTechs, LawTechs e assim por diante. Essas são nomenclaturas para definir startups no ramo, respectivamente, de mercado financeiro, saúde e medicina, educação e direito.

É cada vez mais comum ver startups em mercados B2B (de “business to business”, ou “negócio para negócio”, em tradução livre); B2C (de “business to consumer”, ou “negócio para consumidor”, em tradução livre) e B2B2C (de “business to business to consumer”) quando formam uma cadeia entre startups que estabelecem alguma forma de vínculo entre si para atender um consumidor final.

Como podemos classificar as startups?

As startups podem ser classificadas por três categorias:

Por valuation (por valor de mercado):

Unicórnios

Startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Decacórnios

Startups avaliadas em mais de US$ 10 bilhões.

Hectocórnios

Startups avaliadas acima de US$ 100 bilhões.

Por maturidade:

Small business (startups de pequenos negócios) 

Nesse caso, são startups iniciantes, com uma escala pequena de negócios, que não necessariamente almejam uma expansão muito ambiciosa, mas mesmo assim movimentam a economia. 

Scalable (startups escaláveis)

São startups que já estão em pleno funcionamento, têm grande potencial de crescimento, mas ainda precisam de investimentos para expansão.

Large company (startups de grandes empresas)

Essas são startups maiores, com bastante tempo de mercado e que procuram de alguma forma inovação para o negócio

Por estratégia:

Buyable (startups “compráveis”)

Nesse modelo, as startups já são inovadoras e só precisam de investidores para conseguirem operacionalizar o modelo de negócio e crescer.  Geralmente são de grande risco. 

Lifestyle (startups de estilo de vida) 

Esse tipo de startup prima pelo bem-estar, pela qualidade de vida e pelo estilo de vida para todos os envolvidos no projeto. Não visam somente o dinheiro e é o sonho que mantém viva a motivação do negócio.

Social (startups sociais) 

O objetivo dessas startups é fazer alguma diferença no mundo. Elas querem gerar resultados positivos para as comunidades em que atuam. Pouco importa se são organizações sem fins lucrativos ou se visam ao lucro a partir de uma perspectiva social. 

O que as empresas tradicionais podem aprender e ter vantagens com as startups?

Listamos como as empresas tradicionais podem se beneficiar das startups e vice versa:

Parceria

Uma das maneiras de se beneficiar com as startups é por parcerias. 

A estrutura robusta da empresa tradicional e a vasta carteira de clientes pode alavancar o produto da startup.

Valor gerado

Por possuírem uma equipe e uma solução geralmente voltada a um propósito mais simples, a startup consegue ter em, alguns casos, maior fidelidade do cliente. Se associar à essas empresas podem garantir um maior valor gerado ao consumidor.

Agilidade

Como as empresas tradicionais, mesmo as mais disruptivas, possuem dificuldade de serem ágeis, essas mesmas empresas podem apreender com esse formato e desenvolver atendimentos e processos melhores.

Investimento (aquisição ou fomento financeiro)

A empresa pode aderir ou investir em  uma startup.

Visando seu potencial futuro, ser sócio de uma empresa que entrega mais valor ao mesmo público, e pode se mostrar uma estratégia muito lucrativa ao longo do tempo.

Além disso, com a oferta de mais produtos e soluções, esse valor agregado gera maior sustentabilidade da empresa no mercado.

Aprendizagem

Esse modo inovador de enxergar as possibilidades, próprio das startups, é algo que as empresas tradicionais também podem adotar. Pontuamos processos e modelos que podem ser aprendidos e aplicados:

  • Ter uma cultura de transformação e inovação;
  • Estabelecer métodos de aprendizado contínuo;
  • Incentivar a mentalidade de crescimento nos colaboradores;
  • Implementar o hábito de testar novas possibilidades;
  • Incentivar o compartilhamento de informações entre a equipe;
  • Buscar profissionais que tenham formações não tradicionais.

Bônus: O que é preciso para abrir uma startup?

As startups podem ser construídas com menos recursos do que empresas tradicionais. Isso faz com que seja mais simples iniciar uma startup. Mas, como todo negócio, exige dedicação, investimentos e empenho

Além disso, é preciso ter um perfil empreendedor com disposição para o risco, capacidade para aprender com os erros e de perseverar a cada ocasião. Somado a essas características, é importante:

1. Entender as necessidades do mercado e avaliar a viabilidade do negócio 

Perceber as dores da sociedade ajuda na hora de identificar um problema para o qual queira oferecer solução. Ideias inovadoras vêm de necessidades reais, mas nem todas são viáveis.  Se o projeto for difícil de aplicar no dia a dia, talvez não seja a melhor opção para uma startup. Avalie com cuidado.

2. Validar o modelo de startup usando MVP 

É importante validar se a solução é relevante para os consumidores. Criar pequenos testes ajuda na hora de verificar se a startup será bem sucedida. Busque informações e aplique o Minimum Viable Product ou Produto Viável Mínimo (MVP). O MVP ajuda a testar soluções com baixo custo e alto retorno de informações e feedbacks

3. Buscar parceiros e investimento financeiro

A melhor forma de impulsionar o crescimento rápido de uma startup é por meio de investimentos e parcerias. Sociedades podem ser valiosas neste quesito. E investidores anjos também.

4. Saber quais são as burocracias envolvidas no processo 

Verificar as burocracias do segmento ou setor de atuação é um princípio básico para abrir uma startup de sucesso. Fechar uma empresa no Brasil é mais burocrático do que abrir. Portanto, é importante entender quais são as exigências do mercado

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Este foi um conteúdo oferecido pela área de Inteligência de Mercado da Sankhya, responsável por monitorar e estudar o mercado, trazendo novas tendências e insights relevantes para as tomadas de decisão da Sankhya e seus parceiros. Ajuda as organizações a navegarem pelos desafios do seu dia a dia de maneira mais assertiva.

Sobre o autor
Luiz Azarias

Head de Inteligência de Mercado da Sankhya. Com experiência em marketing, inteligência de mercado e criação de estratégia para diferentes segmentos. Ajuda a criar insights significativos para desenvolver suas estratégias de mercado, lançando novos produtos acompanhando um ambiente competitivo de ritmo acelerado.

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