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Planejamento e Controle de Produção: o que é PCP?

Você acredita que, em pleno século XXI, ainda existem indústrias que não têm um processo estruturado de planejamento e controle...

PCP

Você acredita que, em pleno século XXI, ainda existem indústrias que não têm um processo estruturado de planejamento e controle da produção (PCP)? Esse cenário é real e aqui vou falar sobre quais são as consequências disso.

Embora o Planejamento e Controle de Produção (PCP) seja um assunto já dominado e tenha feito parte da origem do ERP no começo do século XX, ainda existem empresas que não têm um processo estruturado nessa área.

É claro que alguns segmentos são menos suscetíveis a um planejamento e controle da produção. Isso porque dependem de uma série de fatores. Um exemplo são laticínios ou indústrias de proteína animal que implantam ERP e que dependem da qualidade da matéria-prima que chega e do tipo de análise que se faz para saber o que vai ser produzido no dia. Nesse caso, é mais difícil saber como vai ser o planejamento da produção.

Mas, por mais que a possibilidade seja diversa e que a produção seja multifacetada, é sempre adequado ter um Planejamento e Controle de Produção que exprima exatamente o que pode acontecer e quais são os desdobramentos que um eventual problema pode causar.

A seguir, confira dicas para fazer o Planejamento e Controle de Produção de forma eficiente.

Como fazer Planejamento e Controle de Produção (PCP)?

Você sabe qual é a diferença entre roteiro de produção e plano mestre de produção? Entenda!

Roteiro de produção

É comum que, em um processo de Planejamento e Controle de Produção (PCP), a empresa se baseie em um roteiro de produção, especificando quais são as etapas pelas quais um processo produtivo passa, desde o momento em que a matéria-prima chega até o momento em que se tem o produto acabado.

Existem processos produtivos em que o roteiro de produção se esgota em 1 hora ou em 2 horas e outros que possuem roteiros de vários dias e até de meses.

Também existem casos em que o processo produtivo tem etapas que são cumpridas fora da empresa. É comum, por exemplo, que indústrias metalúrgicas tenham processos que impliquem em pintura eletrostática e isso é feito fora da empresa.

Então, algumas etapas do processo vão sendo realizadas até que o produto intermediário é enviado para um parceiro que vai prestar algum serviço ou fazer alguma industrialização e depois volta e continua no processo produtivo.

Esse roteiro de produção é básico para se fazer um PCP, com a especificação de quais são as matérias-primas de cada etapa, qual é o tempo de atravessamento dessa etapa nas máquinas e na ocupação de pessoal e qual é o tipo de material de entrada e de saída.

Assim, quando a empresa prevê o que vai ser produzido, é possível saber qual é o tempo que vai levar para o processamento daquela produção, quais máquinas serão utilizadas e quais equipes.

Plano mestre de produção

Um segundo aspecto importante no processo de Planejamento e Controle de Produção é estabelecer o que vai ser produzido em função da demanda esperada. Isso é chamado de plano mestre de produção.

Existem empresas que fazem plano mestre de produção para a semana, para o mês, para o trimestre e até para o ano. Ou seja, definem o que vai ser produzido ao longo do mês.

Para se chegar a esse conteúdo, é preciso analisar o giro das mercadorias ou dos produtos ao longo dos meses passados e fazer uma projeção baseada nas metas da empresa e no que ela espera de exploração do mercado para os períodos subsequentes.

Se a empresa contar com um bom ERP, é possível configurar uma métrica para que o sistema faça uma sugestão de plano mestre de produção, que pode ser ajustado pela equipe de acordo com a projeção da empresa e o que ela pensa em fazer.

Mas há algumas situações que fogem do controle do ERP. Por exemplo, se a empresa entrar em um novo segmento de mercado ou começar a exportar, isso diz respeito a uma ação humana e não a um cálculo baseado no giro do passado ou na projeção do mercado para o futuro.

Com o plano mestre de produção e os roteiros de produção, é possível ter o encadeamento das produções de modo que se consiga planejar o que vai ser produzido e quando: o que se produz primeiro e o que se produz depois, de acordo com o que a empresa pretende ter disponível no estoque para venda ou de acordo com o que se espera em vendas no decorrer do mês.

Quando a empresa possui esse planejamento, é possível saber o que será feito, quando e qual será o custo esperado dessa produção.

É claro que, ao longo do período, pode haver, por exemplo: quebra de máquina, falta de funcionários, atraso do fornecedor no envio da matéria-prima, matéria-prima com lote de produção eliminado pelo controle de qualidade etc. Nessas situações, é preciso fazer um retrabalho.

Portanto, o PCP não é a solução para todos os males, mas é o encaminhamento que se dá para que as empresas tenham condição de prever as possibilidades e que elas sejam administradas.

Então, pode acontecer de existir um planejamento e a máquina quebrar, gerando uma indisponibilidade de máquina por algum período. Sendo assim, é preciso reestruturar o planejamento de maneira automática.

Ou seja, ao colocar as premissas e configurar o que é necessário para o planejamento, é possível retirar dali algum elemento e replanejar, considerando que aquele elemento não faz mais parte das disponibilidades diárias.

Por exemplo, se um colaborador faltou, se uma equipe tem algum problema ou se é preciso fazer um retrabalho, você modifica os parâmetros do seu planejamento e o seu próprio sistema entrega o novo planejamento, considerando a falha que ocorreu.

Dessa forma, o planejamento de produção implica que, no momento em que as tarefas são executadas, elas devem ser apontadas para que seja feita uma avaliação entre o previsto e o realizado.

A longo prazo, é possível avaliar até mesmo o quão boa a empresa é ao fazer o planejamento. Afinal, se a empresa faz um planejamento que nunca consegue ser minimamente realizado, é porque está faltando uma expertise em planejamento. Então, é preciso aperfeiçoá-lo.

Por outro lado, nunca será possível executar 100% conforme foi planejado. É nesse aspecto da administração entre o previsto e o realizado do PCP que as empresas devem se aperfeiçoar e fazer um trabalho para que o planejamento seja cada vez melhor, na medida do possível.

Você tem uma boa experiência em Planejamento de Controle de Produção? Está tendo alguma dificuldade? Compartilhe aqui conosco.

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Sobre o autor
Mestre do ERP

Com mais de 30 anos de experiência em ERP, Marco Antônio Salvo possui experiência na área de serviços, desenvolvimento e software. Atualmente atua na área de desenvolvimento de novos negócios e soluções na Sankhya Gestão de Negócios, e tem o maior canal sobre ERP do Brasil, o Mestre do ERP.

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