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Entenda o que é e como o Open Banking pode afetar sua empresa

Neste artigo, entenda melhor o que é e como o Open Banking pode afetar a sua empresa....

open banking

Open Banking, em tradução livre do inglês, significa “banco aberto” ou “sistema financeiro aberto”. Uma tentativa de democratizar as negociações entre pessoas, empresas e bancos. O famoso Pix faz parte desse novo sistema. Neste artigo, entenda melhor o que é e como o Open Banking pode afetar a sua empresa.

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O que é e como funciona o Open Banking?

O Open Banking é uma estratégia usada por vários países do mundo para aumentar a transparência dos sistemas financeiros. O primeiro a utilizar o Open Banking foi o Reino Unido, em 2018, depois de quase 40 anos do primeiro teste de banco online pelo Deutsche Bundespost (Correio Federal Alemão). Estados Unidos, Austrália, Japão, União Europeia e Hong-Kong também estão implementando o sistema.

No Brasil, o Banco Central está implantando o sistema em 4 fases. A primeira fase do Open Banking teve início em fevereiro deste ano. A ideia fundamental do sistema é ampliar as operações bancárias entre clientes e diversas instituições, aumentando, assim, a concorrência entre elas, sem que os usuários tenham que abrir inúmeras contas para isso.

Isso significa que o correntista escolhe o melhor banco para ele e mesmo assim tem acesso aos produtos e serviços de outros bancos, de forma simples, segura, ágil e conveniente. Todo o processo é autorizado e regulamentado pelo Banco Central.

“Atualmente, as pessoas estão vinculadas a um banco só, no qual elas têm seus serviços, como conta corrente, crédito e toda sua vida financeira. A partir do Open Banking, teremos um mundo mais aberto. Ou seja, as informações financeiras do cliente, a critério dele, poderão fluir dentro do sistema financeiro para onde ele quiser e, uma vez que isso aconteça, ele terá mais acesso a outros tipos de serviços, além do que ele já possui no seu banco de relacionamento”, afirmou João André Pereira, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, em entrevista para o canal oficial do Banco Central do Brasil no YouTube.

A inovação pretende melhorar a oferta de produtos e serviços financeiros para o consumidor por meio do compartilhamento de dados financeiros de clientes. Os bancos devem fornecer uma interface que possa ser usada por eles próprios e por fornecedores terceirizados de várias maneiras.

É importante lembrar que, quando o usuário adere ao sistema do Open Banking, ele deve autorizar que os dados sejam compartilhados com as instituições e só ficarão disponíveis para elas se os usuários desejarem e liberarem o compartilhamento dos dados, quando e com quais empresas ele quiser.

A tecnologia usada pelo sistema Open Banking é conhecida como API, do inglês Application Programming Interface e, em português, Interface de Programação de Aplicação. É como um intermediário de software que permite que dois aplicativos se comuniquem.

Por exemplo, quando o gestor de uma empresa usa um aplicativo no celular, ele se conecta à internet e envia dados a um servidor. Então, o servidor recupera esses dados, os interpreta, executa as ações necessárias e os envia de volta para o telefone. Ou seja, o aplicativo interpreta os dados e apresenta as informações que o usuário deseja de forma legível. É assim que o Open Banking funciona.

Quais são os benefícios do Open Banking?

Depois de explicar o que é o Open Banking, vamos listar aqui alguns dos benefícios de aderir a esse sistema.

Um exemplo de como vai funcionar é que, no modelo atual, quando a empresa entra em um novo banco, é necessário que seja construído um histórico nessa instituição para que sejam concedidos benefícios como limites de cartão de crédito, melhores taxas para crédito, entre outros. 

Já com o Open Banking, a empresa pode autorizar o novo banco a consultar os seus dados e o seu histórico no banco antigo e, com essa consulta, ter acesso a serviços bancários de acordo com o seu perfil.

Confira outras vantagens proporcionadas pelo Open Banking:

1. Mais competitividade no setor e maior transparência

Na medida em que os consumidores aderem ao Open Banking e têm acesso a diversas opções do mercado financeiro, ficam mais livres para escolher. Consequentemente, aumenta a competitividade entre as instituições, que devem criar formas para conquistar o cliente, sendo transparentes nas negociações e informações que trocam entre si e tornando o sistema financeiro mais eficiente.

2. Melhor experiência e inclusão de segmentos desassistidos

Com mais opções de fácil acesso por meio do Open Banking, o consumidor ficará ainda mais exigente e buscará melhores opções de produtos e serviços financeiros no mercado. Dessa forma, os segmentos desassistidos também terão mais chances de competir com produtos e serviços de grandes bancos.

3. Ampliação da oferta de produtos e serviços customizados

A partir dos dados dos consumidores, é possível saber qual é o comportamento e quais são os objetivos financeiros dos clientes. Assim, os bancos poderão usar as informações captadas no Open Banking para ofertar produtos mais focados e direcionados para o perfil dos investidores, tornando as negociações financeiras mais atrativas.

4. Incentivo à modernização do setor financeiro

Uma vez que a oportunidade de aumentar a cartela de clientes surge com o Open Banking, as instituições financeiras devem se adaptar ao novo consumidor. Portanto, deverão buscar inovações e formas de surpreender os usuários, seja por uma experiência diferenciada, pela tecnologia ou atendimento ainda mais personalizado.

5. Empoderamento do cliente

A partir do momento em que o consumidor compartilha os dados no sistema Open Banking, está disposto a receber propostas e alinhar interesses. Consequentemente, os bancos vão enxergá-lo de outra  maneira, com ainda mais interesse em agradá-lo para conquistá-lo de vez.

Como o Open Banking deve afetar o mercado?

A expectativa do Banco Central com a implantação do Open Banking é que, ao aumentar o fluxo de informações entre as instituições financeiras, elas criem formas de captar e educar financeiramente os clientes e melhorar as condições de negociações, como ter menores taxas no longo prazo e mais distribuição de crédito, em uma espécie de “marketplace” financeiro.

 Com mais crédito, o consumidor gasta mais e outras áreas, além do mercado financeiro, se beneficiam, como varejo, serviços, indústria, atacado-distribuidor, agronegócio, entre outros.

Além disso, o Open Banking também proporcionará às empresas acesso facilitado a serviços financeiros mais vantajosos, de acordo com o perfil do negócio. Isso porque será aberto um leque de opções muito maior para a empresa decidir como aplicar melhor seus recursos, em vez de ter acesso restrito apenas aos produtos e serviços da instituição financeira da qual é cliente.

De acordo com Rafaella Margini, Product Owner de Inovação da Sankhya, o Open Banking poderá beneficiar praticamente todos os segmentos de negócios, já que os clientes poderão ter acesso a novas condições para produtos e serviços, desde que estejam dispostos a dar o aceite ao compartilhamento de seu histórico.

Os clientes pessoa física também poderão investir com mais facilidade nas empresas, já que uma das propostas do Open Banking é aproximar PF e PJ.

Como vai funcionar o Open Banking no Brasil?

Como já dissemos, o Open Banking está sendo implantado no Brasil desde fevereiro de 2021, quando as instituições financeiras disponibilizaram dados de forma padronizada, como informações sobre canais de atendimento e de produtos e serviços, incluindo as taxas e as tarifas de cada item ofertado.

Em uma segunda fase, que começou em 13 de agosto de 2021 e vai até 24 de outubro, os consumidores já começaram a compartilhar dados com as instituições, como: cadastros, transações em conta, informações sobre cartões e operações de crédito. De acordo com o Banco Central, essa etapa será escalonada, de forma a garantir segurança e estabilidade ao processo e permitir os ajustes que forem necessários.

Na terceira etapa, que vai do dia 29 de outubro até dezembro de 2021, os consumidores terão acesso a serviços financeiros, sem precisar acessar os canais das instituições. O Banco Central planeja uma quarta fase que vai do dia 15 de dezembro até 31 de maio de 2022, quando os consumidores terão acesso a dados de produtos e serviços de seguros, investimentos, câmbio, entre outros, disponibilizados pelas instituições participantes.

É importante lembrar que há uma diferença de datas entre o planejamento e a execução. A transição está mais rápida do que o esperado. Um exemplo é o Pix, que estava projetado para novembro de 2020 e foi lançado em outubro. Portanto, é importante ficar atento às etapas do Open Banking e adaptar-se

 O sistema já é uma realidade mundial e, no Brasil, está ganhando força na medida em que as instituições financeiras e os consumidores aderem à novidade pela enorme quantidade de benefícios.

Não é difícil encontrar pessoas falando sobre o Open Banking em rodas de empreendedores, que, atentos às novidades, vão se adequando e buscando as melhores oportunidades de negociação.

O Open Banking pretende aumentar a educação financeira do brasileiro, reduzir taxas de juros, estimular a renegociação de dívidas e o acréscimo de crédito, aumentando a quantidade e a qualidade nas operações financeiras.

Provavelmente, o Open Banking já está na palma da sua mão em um smartphone e você só precisa escolher se a sua empresa fará parte ou não da nova fase do sistema financeiro nacional, que promete ser mais segura e transparente.

“Estamos nos aproximando de instituições financeiras para avaliar como podemos agregar novas possibilidades no ERP Sankhya específicas para tornar o Open Banking ainda mais vantajoso para as empresas”, afirma Rafaella.

Quer saber mais sobre como trazer mais inovação para a empresa? Confira neste artigo fatores que levam uma empresa a inovar:

4 fatores que levam inovação para sua empresa

Sobre o autor
Kaísa Martins

Jornalista especialista em Comunicação Empresarial. Escreve sobre o mercado de TI há 13 anos.

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