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REP-A: registrador eletrônico de ponto alternativo

Autor: Redator Sankhya

Atualização:

jan 07, 2026

84
8 min

REP-A: registrador eletrônico de ponto alternativo

Imagem de uma pessoa usando um dispositivo móvel no ambiente de trabalho, representando a utilização de tecnologias alternativas para controle de ponto, como o REP-A (Registrador Eletrônico de Ponto Alternativo).

O REP-A ganhou relevância nos últimos anos por atender a modelos de operação que exigem processos de registro mais estruturados e alinhados às dinâmicas corporativas modernas.

À medida que empresas ampliam suas frentes de atuação, cresce também a necessidade de um equipamento capaz de sustentar padrões elevados de controle.

Esse formato surge como resposta a cenários em que a confiabilidade técnica e a capacidade de auditoria precisam acompanhar o ritmo das operações. Com isso, gestores passaram a enxergá-lo como parte de uma estratégia de governança segura, escalável e alinhada às normativas.

A seguir, entenda o conceito de REP-A, suas principais vantagens e como escolher um equipamento de qualidade e que atenda às exigências do mercado. Confira!

O que é um REP?

Um REP, ou Registro Eletrônico de Ponto, é um equipamento regulamentado que tem como finalidade registrar, de forma oficial e inviolável, a jornada de trabalho dos colaboradores

Funciona como a base formal de controle de presença exigida pela legislação trabalhista, pois armazena dados que comprovam horários de entrada, saída e intervalos.

Seu conceito está diretamente associado à necessidade de rastreabilidade, integridade e autenticidade das marcações, já que os registros produzidos pelo REP possuem validade jurídica.

Além disso, o aparelho segue padrões técnicos definidos por normas específicas, o que assegura que suas operações sejam auditáveis e compatíveis com os sistemas de gestão de ponto.

Dessa forma, o REP torna-se um instrumento central na documentação oficial das jornadas utilizadas pelas corporações.

O que é um REP-A?

Um REP-A (Registrador Eletrônico de Ponto Convencional com Acesso Remoto) é um dispositivo homologado pelo Inmetro que registra, armazena e preserva marcações de jornada de trabalho com mecanismos que garantem integridade, inviolabilidade e rastreabilidade dos dados.

O REP-A mantém um repositório próprio e seguro, vinculado a um empregador específico e identificado por número de fabricação, mantendo a unicidade e autenticidade das informações.

Diferente das soluções exclusivamente digitais, o REP-A é um componente físico obrigatório em determinados modelos de operação, atuando como elemento oficial de registro e como referência confiável para auditorias trabalhistas e fiscalização.

O que a lei diz sobre REP-A?

O REP-A está previsto na Portaria 671/2021 do Ministério do Trabalho como um dos modelos oficialmente reconhecidos para registrar a jornada de trabalho.

A norma estabelece que sua adoção só é permitida quando existir acordo ou convenção coletiva autorizando expressamente seu uso, garantindo que empregador e empregados pactuem as condições de implementação.

A legislação determina ainda que o sistema identifique claramente organização e trabalhador e assegure a extração fiel dos registros para fins de auditoria, tanto local quanto remota.

A portaria reforça que a utilização do REP-A somente é válida durante a vigência da norma coletiva que o autorizou, não sendo permitida sua continuidade após o término do acordo.

A regulamentação exige que todos os registros produzidos por esse tipo de sistema utilizem assinatura digital qualificada, emitida dentro da ICP-Brasil, para manter a autenticidade, integridade e validade jurídica das marcações. 

Como funciona o REP-A?

O funcionamento do REP-A envolve um conjunto de exigências técnicas e procedimentais que garantem a validade jurídica dos registros e o atendimento às normas trabalhistas. Entre os principais pontos que estruturam seu modo de operação, estão:

  • Registro eletrônico autenticado: as marcações são registradas digitalmente e recebem assinatura eletrônica, mantendo autenticidade e impossibilidade de alteração.
  • Identificação obrigatória do empregador e do trabalhador: cada registro deve conter dados que identificam quem realizou a marcação e qual empresa está vinculada ao sistema.
  • Geração automática do Arquivo Eletrônico de Jornada (AEJ): o sistema produz um arquivo padronizado exigido pela legislação, contendo todos os pontos para auditorias e fiscalizações.
  • Acesso para auditoria local e remota: possibilita que fiscais do trabalho acessem os registros de forma imediata, tanto presencialmente quanto por meio de conexão autorizada.
  • Uso condicionado à norma coletiva: o sistema só pode funcionar quando existir acordo ou convenção coletiva vigente autorizando seu uso, e sua operação deve ser interrompida quando expirar.

Quais as vantagens do REP-A?

Ao adotar o REP-A, as corporações ampliam o nível de gestão sobre as rotinas trabalhistas, ganham mais previsibilidade nas atividades e tornam o sistema valioso em estruturas que exigem controle preciso e escalável. Entre as principais vantagens, estão:

  • Integração direta com softwares de gestão, permitindo que informações de jornada trafeguem automaticamente para folhas de pagamento e ferramentas de análise.
  • Redução de inconsistências nos registros, já que o processo digital diminui erros comuns de apontamento manual.
  • Maior flexibilidade para equipes distribuídas, facilitando o controle de colaboradores em diferentes unidades, filiais ou modelos híbridos.
  • Rastreabilidade completa das ações, garantindo histórico detalhado de registros, alterações e validações.
  • Melhor capacidade de auditoria interna, com dados centralizados e padronizados que facilitam verificações e inspeções.
  • Agilidade na conferência e fechamento da jornada, pois os gestores acessam informações atualizadas em tempo real, acelerando as rotinas de RH.

Como escolher um REP-A?

Ao selecionar um REP-A, é necessário analisar o quanto a solução sustenta a operação, minimiza riscos trabalhistas e oferece escalabilidade para o crescimento do negócio. A escolha correta determina o nível de precisão dos registros e a eficiência das rotinas internas.

Por isso, o processo deve ser conduzido de forma criteriosa, considerando aspectos técnicos, jurídicos e operacionais. Explicamos, a seguir, como escolher de forma assertiva um REP-A.

1. Avalie a conformidade legal e a robustez da auditoria interna

Antes de qualquer comparação entre fornecedores, confirme se a solução atende integralmente às exigências da Portaria 671 e se possui mecanismos de auditoria.

Um bom REP-A oferece logs invioláveis, armazena dados de forma segura e mantém rastreabilidade completa das ações. Solicite demonstrações práticas da arquitetura de proteção e dos comprovantes gerados.

2. Verifique a capacidade de integração com os sistemas existentes

Para que o REP-A funcione, é preciso ter comunicação sem fricção com o ERP, folha de pagamento, ponto, controle de acesso e demais sistemas internos. Analise se o fornecedor oferece APIs estáveis, integrações nativas e suporte para customizações.

Quanto mais fluida a integração, menor será o retrabalho, a inconsistência de dados e a necessidade de ajustes manuais.

3. Analise a escalabilidade e a performance da solução

Negócios em expansão precisam de um REP-A que acompanhe o crescimento sem comprometer o desempenho. Avalie se o sistema suporta alto volume de registros simultâneos, múltiplas unidades, profissionais remotos ou operações 24/7.

Investigue também a infraestrutura tecnológica: servidores, nuvem utilizada, redundância, latência e disponibilidade garantida por SLA. Uma solução pouco escalável gera atrasos, falhas e custos ocultos.

4. Considere a experiência do usuário para gestores e colaboradores

A adoção de um REP-A depende diretamente da facilidade de uso. Verifique se a interface é intuitiva, se o aplicativo oferece boa usabilidade em diferentes dispositivos e se o painel do gestor facilita a visualização de dados e a tomada de decisões.

Treinamentos, onboarding estruturado e suporte rápido também fazem diferença no sucesso da implementação, especialmente em organizações com grande rotatividade ou muitos setores.

5. Avalie o suporte técnico e a maturidade do fornecedor

A escolha não deve considerar apenas o software, mas a corporação por trás. Investigue o tempo de mercado, cases, capacidade de atendimento e rapidez na resolução de tickets.

Em soluções de registro de jornada, falhas operacionais geram impacto imediato no RH e podem resultar em penalidades trabalhistas. Opte por fornecedores que ofereçam acompanhamento contínuo, monitoramento ativo e evolução constante do produto.

A Pontotel, que faz parte do ecossistema Sankhya, oferece uma solução de ponto digital totalmente alinhada às regras e às diretrizes da Portaria 671.

A plataforma facilita o registro de jornada de forma prática e segura, reúne todas as marcações em um único ambiente e diminui o risco de erros que afetam o fechamento da folha. Isso ajuda o RH e o DP a terem mais precisão, controle e agilidade em todo o processo.

Conclusão

A adoção do REP-A consolida uma estrutura de controle de jornada mais madura, capaz de sustentar operações complexas com segurança e padronização.

Ao alinhar exigências legais a tecnologias preparadas para lidar com alto volume de dados e auditoria, as organizações transformam o registro de ponto em um processo confiável e orientado à governança.

Com soluções que centralizam informações, reduzem falhas e fortalecem a rastreabilidade das jornadas, os gestores conquistam continuidade operacional, transparência e maior previsibilidade no acompanhamento diário das equipes.

Quer ver na prática como a Pontotel potencializa o controle de jornada com precisão e segurança?Agende uma demonstração e descubra como levar mais eficiência ao seu RH e DP.

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