Sankhya
Tayrine Rodrigues

Tayrine Rodrigues

Publicado em 11/02/2026 15:28

Mineira Sankhya prevê investir R$ 200 milhões em aquisições enquanto se prepara para entrar na bolsa

Startup focada em gestão empresarial pretende quadruplicar faturamento em cinco anos

Os planos da startup mineira Sankhya para os próximos cinco anos são ambiciosos. A empresa de tecnologia focada em gestão empresarial pretende quadruplicar o faturamento, atualmente na casa dos R$ 770 milhões. Para isso, a startup continuará investindo na estratégia de fusões e aquisições (M&A) iniciada em 2020, quando o Fundo Soberano de Singapura (GIC) entrou no negócio com um aporte de R$ 425 milhões.

De lá para cá, foram dez aquisições em cinco anos. Agora, a Sankhya reservou ao menos R$ 200 milhões do próprio capital para comprar de duas a três empresas neste ano e ir ao mercado no futuro. Além disso, a empresa tem se preparado para uma Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, que pode impulsionar a empresa com M&A e até atuação no exterior.

Em entrevista ao jornal O TEMPO durante a convenção da empresa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, cidade em que foi fundada, o CEO da Sankhya, Felipe Calixo, explica que o IPO está no radar para os próximos anos e que as aquisições da startup visam investir em empresas complementares ao seu negócio principal, a plataforma de gestão Sankhya Om, o que evita um “sombreamento”.

“A gente vai fazer o IPO quando for o melhor momento. Quando a gente sentir que a empresa está madura e o mercado está num momento bom para isso. Mas é sim um sonho nosso. A gente achava que ia ser em 2026. Mas planejamos isso em 2020, aí tiveram essas mudanças políticas. Eu acredito que pelo menos 2028 já seria um ano que acho que está de bom tamanho se a gente estiver em um momento melhor da economia”, disse.

O CFO da Sankhya, André Britto, afirmou que não há um prazo determinado para a estratégia de M&A. Com uma meta de adquirir de três a quatro empresas por ano, a startup já analisou mais de 600 oportunidades no mercado. De acordo com o CFO, a empresa já consegue fazer aquisições sem necessitar de novos aportes do fundo GIC ou de empréstimos. O bolso de R$ 200 milhões é flexível, pode ser ajustado a depender do momento.

O IPO é considerado uma iniciativa quase natural para o caminho ambicioso da Sankhya. “É meio que um reconhecimento do bom trabalho que a gente vem fazendo. E eu acho que o IPO no futuro vai ter duas principais fontes: uma para a gente fazer aquisições eventualmente maiores e crescer mais ainda do que vem crescendo, e outra para eventualmente uma expansão global”, declarou Britto.

Ferramenta de IA como diferencial

O grande trunfo da empresa para quadruplicar seu faturamento e chegar na casa dos R$ 3 bilhões é a ferramenta Deploy Agent, um modelo exclusivo da Sankhya para configuração e setup do sistema de gestão empresarial (ERP). A ferramenta de inteligência artificial (IA) elimina uma das maiores dores de cabeça das empresas – a implantação do ERP, processo que pode durar anos e é feito em algumas horas ou dias com o Deploy.

O CEO da startup destacou que a eliminação deste processo pela ferramenta dá uma posição de destaque para a Sankhya. A empresa tem uma meta de aumentar suas vendas em 115% neste ano e tem feito contratações importantes no setor de tecnologia, com a chegada de executivos e executivas de concorrentes.

Além disso, o Deploy também proporciona um ganho de escala exponencial. Se antes uma empresa precisava dobrar a equipe para dobrar ou triplicar as vendas, a ferramenta de IA, segundo o CEO, possibilita que ela faça este movimento sem aumento de pessoal. O produto está há seis meses no mercado e já foi adquirido por mais de 150 clientes.

“Isso é game-changing (algo como ‘divisor de águas’). Eu falo para minha equipe: ‘vocês vão estar vendendo celular enquanto nossos concorrentes vão vender telefone fixo’. A diferença é muito grande”, ressaltou Calixo.

Matéria publicada em O Tempo

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