Os riscos psicossociais no ambiente de trabalho têm ganhado cada vez mais atenção devido aos impactos na saúde mental e no bem-estar dos colaboradores.

Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), as empresas passam a ter uma responsabilidade ainda maior na identificação, prevenção e gestão desses riscos. 

Neste artigo, entenda o que são riscos psicossociais, conheça alguns exemplos e saiba quais medidas são fundamentais para reduzir e prevenir os riscos psicossociais no trabalho. Confira!

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O que são riscos psicossociais?

Os riscos psicossociais são fatores relacionados à organização do trabalho, às condições laborais e às interações no ambiente profissional que podem impactar negativamente a saúde mental e emocional dos trabalhadores.

Eles incluem aspectos como pressão excessiva por resultados, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, falta de reconhecimento, insegurança no emprego e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Quando não gerenciados adequadamente, esses riscos podem levar a problemas como estresse, ansiedade, depressão, esgotamento profissional (burnout) e até impactos físicos, como distúrbios do sono e doenças cardiovasculares.

Exemplos de riscos psicossociais

A partir de 26 de maio de 2025, as empresas no Brasil deverão incorporar a avaliação dos riscos psicossociais à gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

Essa obrigatoriedade decorre da revisão da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em agosto de 2024.

Quando não são devidamente gerenciados, os riscos psicossociais podem comprometer a saúde mental dos trabalhadores e afetar a produtividade da organização. Por isso, para manter a sua corporação atenta a esse tema, explicamos de forma detalhada os principais exemplos.

Fatores organizacionais

  • Excesso de carga de trabalho: demandas excessivas e prazos curtos podem levar ao estresse, exaustão e queda na produtividade;
  • Falta de autonomia: a ausência de controle sobre as próprias tarefas pode gerar frustração e desmotivação;
  • Ambiguidade de funções: quando os papéis e responsabilidades não são claros, os trabalhadores podem sentir insegurança e sobrecarga;
  • Falta de reconhecimento: a ausência de feedback positivo e valorização pode impactar a motivação e o engajamento;
  • Pressão por alta performance: cobranças excessivas sem suporte adequado aumentam o risco de esgotamento mental e emocional;
  • Falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional: jornadas longas e falta de flexibilidade podem afetar a qualidade de vida e o bem-estar dos trabalhadores.

Fatores comportamentais

  • Assédio moral e psicológico: comportamentos abusivos, como humilhações e intimidações, afetam a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores;
  • Falta de comunicação eficaz: dificuldades na troca de informações podem gerar conflitos, erros e insegurança no ambiente de trabalho;
  • Baixa cooperação entre equipes: a falta de apoio e colaboração entre colegas pode aumentar a sensação de isolamento e desmotivação;
  • Gestão autoritária: líderes que impõem regras rígidas sem diálogo podem gerar medo, ansiedade e resistência entre os funcionários;
  • Competitividade excessiva: um ambiente altamente competitivo pode estimular rivalidades prejudiciais e afetar o clima organizacional;
  • Falta de suporte emocional: a ausência de empatia e apoio da liderança ou dos colegas pode dificultar a resolução de desafios e impactar a saúde mental.

Legislação e normas sobre riscos psicossociais

Os riscos psicossociais vêm ganhando destaque na legislação trabalhista, refletindo a crescente preocupação da gestão de pessoas com a saúde mental e bem-estar dos trabalhadores.

No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as Normas Regulamentadoras (NRs) estabelecem diretrizes para um ambiente de trabalho seguro.

Como citamos, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a exigir a inclusão da avaliação de riscos psicossociais na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

Além disso, normas internacionais, como as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da ISO 45003, também fornecem orientações sobre o tema.

Essas regulamentações visam prevenir o impacto negativo de estresse ocupacional, assédio e outros fatores sobre a produtividade e a qualidade de vida dos profissionais.

O que muda com a atualização da NR-1?

Com a revisão da NR-1, válida a partir de maio de 2025, as empresas deverão integrar a análise dos riscos psicossociais ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva e assédio precisarão ser avaliados e mitigados pelas organizações.

A mudança visa fortalecer a prevenção de doenças ocupacionais relacionadas ao estresse e promover ambientes mais saudáveis.

A norma reforça a necessidade de medidas concretas para reduzir impactos negativos na saúde mental dos trabalhadores. Empresas que não cumprirem as exigências estarão sujeitas a sanções, reforçando a importância da adaptação a essa nova realidade.

Qual é o impacto dos problemas psicossociais no ambiente de trabalho?

Os riscos psicossociais podem comprometer o ambiente corporativo, afetando tanto os colaboradores quanto o desempenho organizacional.

Altos níveis de estresse e pressão levam ao aumento do absenteísmo, queda na produtividade e maior rotatividade de funcionários.

A exposição prolongada a esses fatores desencadeia transtornos como ansiedade e depressão, elevando os custos com afastamentos e tratamentos médicos.

Corporações que negligenciam esses riscos podem sofrer impactos na reputação e enfrentar dificuldades na retenção de talentos.

Por outro lado, organizações que investem na promoção da saúde mental e em boas práticas de gestão fortalecem o engajamento e a satisfação dos colaboradores e contribuem para a construção de uma marca empregadora, atraindo a atenção de profissionais para trabalharem na empresa.

Quais medidas podem reduzir e prevenir os riscos psicossociais no trabalho?

A prevenção e a diminuição dos riscos psicossociais no trabalho asseguram um ambiente mais saudável e produtivo.

Por isso, medidas eficazes podem minimizar o impacto do estresse, do assédio e da sobrecarga, promovendo o bem-estar dos colaboradores.

Entre as principais ações para mitigar essas questões, estão:

  • Promoção de um ambiente organizacional saudável: criar uma cultura de respeito, diálogo aberto e valorização dos colaboradores contribui para a redução do estresse e melhora o clima organizacional;
  • Gestão equilibrada da carga de trabalho: monitorar a distribuição das tarefas para evitar sobrecarga e garantir que os prazos sejam realistas ajuda a diminuir a pressão sobre os profissionais;
  • Incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional: oferecer políticas de flexibilidade, como home office ou horários adaptáveis, contribui para a qualidade de vida e reduz a exaustão mental;
  • Capacitação de lideranças para gestão humanizada: treinar gestores para identificar sinais de estresse e agir de forma empática pode prevenir conflitos e fortalecer o apoio aos funcionários;
  • Criação de canais de escuta e suporte psicológico: disponibilizar serviços como apoio psicológico, ouvidorias e espaços para diálogo ajuda a descobrir e solucionar problemas antes que se agravem;
  • Implementação de políticas contra assédio e discriminação: definir regras claras contra práticas abusivas e assegurar sua aplicação fortalece um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso;
  • Incentivo a pausas e momentos de descanso: manter  intervalos adequados durante o expediente reduz a fadiga mental e melhora o desempenho ao longo do dia;
  • Adoção de ações de bem-estar e qualidade de vida: atividades como ginástica laboral, programas de mindfulness e incentivo a hábitos saudáveis ajudam a minimizar os impactos dos riscos psicossociais.

Conclusão

A gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho deixou de ser apenas uma preocupação secundária e passou a ser uma obrigação legal e estratégica para as empresas. 

Com a atualização da NR-1, a necessidade de identificar, prevenir e mitigar esses riscos torna-se ainda mais evidente, garantindo não apenas o cumprimento das normas, mas também um ambiente organizacional mais saudável e produtivo.

Investir no bem-estar dos colaboradores é um passo essencial para fortalecer o engajamento, reduzir custos com afastamentos e melhorar a reputação da empresa.

A construção de um local de trabalho equilibrado e seguro depende de uma abordagem proativa, baseada em boas práticas e no compromisso com a saúde mental e emocional dos profissionais.

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