Dentro das empresas, a tesouraria exerce um papel operacional e estratégico ao mesmo tempo, conectando decisões do dia a dia à sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo.
É como um centro de coordenação financeira, garantindo que recursos estejam disponíveis no momento certo e no custo adequado. Seu funcionamento depende de tarefas bem definidas, integração com outras áreas e acesso a informações confiáveis.
A tesouraria apoia o planejamento, a gestão de riscos e a eficiência do capital. Quando estruturada corretamente, torna-se um pilar para a governança e a saúde financeira da organização.
A seguir, entenda a importância da tesouraria, conheça os seus três pilares e como funciona a rotina desse processo. Confira!
O que é tesouraria?
A tesouraria é a função responsável pela administração ativa do caixa e da liquidez da empresa, assegurando equilíbrio entre entradas e saídas de recursos. Essa área atua no controle diário de saldos, gestão de contas bancárias, programação de pagamentos e acompanhamento de recebíveis.
Também é responsável pelo gerenciamento de aplicações de curto prazo e pela execução das políticas de crédito e cobrança. A tesouraria opera como elo entre a operação e a estratégia financeira.
Qual a importância da tesouraria para a empresa?
A tesouraria antecipa problemas de liquidez, evitando rupturas de caixa e dependência emergencial de crédito. Seu controle auxilia nas decisões sobre prazos, investimentos e estrutura de capital.
Uma tesouraria bem estruturada diminui gastos financeiros, melhora a previsibilidade e sustenta o planejamento. Sem essa função, a organização perde controle, aumenta exposição a riscos e compromete sua capacidade de crescimento.
Quais são as rotinas da tesouraria?
No dia a dia da empresa, a tesouraria se estrutura em atividades práticas que exigem método, responsabilidade e alto nível de organização, transformando diretrizes financeiras em ações concretas, evitando improvisos e desalinhamentos.
Entender essas rotinas ajuda a detectar gargalos e oportunidades de melhoria. A seguir, explicamos quais são e como funcionam.
Gestão e controle do fluxo de caixa
A gestão do fluxo de caixa é uma rotina central da tesouraria e envolve o acompanhamento diário das entradas e saídas realizadas e projetadas. Esse controle mostra a real disponibilidade de recursos, identifica períodos de pressão sobre o caixa e antecipa a necessidade de ajustes.
A partir dessas informações, a tesouraria define prioridades de pagamento, avalia excedentes para aplicação ou déficits que demandem captação.
Programação e execução de pagamentos
A programação de pagamentos envolve a organização, validação e liberação de obrigações econômicas, como fornecedores, tributos, salários e contratos.
Essa rotina deve respeitar políticas internas de alçada, prazos negociados e conformidade legal, evitando atrasos, multas e impactos no relacionamento com parceiros. A tesouraria contribui diretamente para a agilidade do capital de giro e para a credibilidade do negócio.
Acompanhamento de recebíveis e conciliações
O acompanhamento dos recebíveis assegura visibilidade sobre valores a entrar e o comportamento dos clientes em relação a prazos e inadimplência. Associada a isso, a conciliação bancária garante que os registros internos estejam alinhados aos extratos e movimentações reais.
Essa rotina detecta divergências, falhas de processo ou atrasos que impactam o caixa. Além de reforçar os controles internos, aumenta a confiabilidade das informações utilizadas para tomada de decisão e planejamento financeiro.
Gestão de saldos bancários e aplicações
A tesouraria também é responsável por administrar os saldos disponíveis em contas bancárias e decidir sobre aplicações de curto prazo. O objetivo é equilibrar liquidez imediata com rentabilidade, impedindo tanto a falta de recursos quanto a manutenção de valores ociosos.
Essa rotina exige análise constante das condições de mercado, das necessidades operacionais e das políticas de risco da empresa. Um gerenciamento eficaz dos saldos contribui para a redução de custos financeiros e melhor aproveitamento do caixa.
Relatórios e suporte à tomada de decisão
A consolidação de dados e a elaboração de relatórios gerenciais fazem parte das rotinas estratégicas da tesouraria. Esses relatórios apresentam a posição de caixa, projeções, compromissos futuros e impactos operacionais, servindo de base para decisões da liderança.
A qualidade dessas informações influencia diretamente o planejamento orçamentário, a definição de investimentos e o gerenciamento de riscos. Assim, a tesouraria transforma dados operacionais em questões relevantes para o gerenciamento.
Quais os três pilares da tesouraria?
Os pilares da tesouraria representam as frentes centrais de atuação que estruturam a gestão financeira de curto e médio prazo. Diferentemente das rotinas operacionais, definem o foco da área e organizam suas responsabilidades. Abaixo, entenda quais são cada um deles.
Gestão do caixa e do fluxo
Esse pilar mantém visibilidade, controle e previsão sobre as economias, envolvendo o acompanhamento das entradas e saídas realizadas e projetadas, antecipando períodos de pressão ou folga de caixa.
Orienta escolhas sobre priorização de pagamentos, necessidade de captação e possibilidade de aplicações. Sem um gerenciamento estruturado do fluxo de caixa, a corporação perde a capacidade de planejamento e aumenta chances de rupturas financeiras.
Gestão de riscos
A gestão de riscos tem como objetivo proteger o caixa e a estabilidade econômica da empresa frente a incertezas e exposições relevantes. Esse pilar abrange riscos de crédito, taxa de juros, câmbio, liquidez e concentração bancária.
A tesouraria define políticas, limites e instrumentos para mitigar essas chances e minimizar a volatilidade nos resultados. Uma atuação consistente evita perdas inesperadas e sustenta a previsibilidade financeira.
Gestão de investimentos e financiamentos
A gestão de investimentos e financiamentos trata da alocação eficiente das economias e da estruturação das fontes de capital do negócio. A tesouraria avalia alternativas de aplicação de curto prazo, custo de capital, linhas de crédito e instrumentos de financiamento.
O objetivo é equilibrar liquidez, gasto e retorno, evitando tanto recursos ociosos quanto endividamento inadequado. Esse pilar impacta diretamente o desempenho econômico e a capacidade de crescimento da organização.
Gestão financeira com o ERP Sankhya
O ERP Sankhya contribui para uma operação de tesouraria mais organizada e confiável, porque reúne em um só ambiente as principais rotinas financeiras da corporação.
O sistema apoia desde o controle de entradas e saídas até o acompanhamento de despesas, adiantamentos e obrigações, o que melhora a visibilidade do caixa e reduz falhas operacionais.
O uso de ferramentas integradas facilita o registro de informações, a atualização de dados econômicos e a execução de tarefas que exigem precisão e agilidade.
Além disso, as integrações com instituições financeiras automatizam atividades do dia a dia e tornam o fluxo de pagamentos e recebimentos mais simples.
Ao conectar essas frentes, o ERP cria uma base para escolhas financeiras e ajuda a equipe a manter uma operação mais estável, previsível e alinhada às necessidades da empresa.
Conclusão
A tesouraria é uma função inteligente para a estabilidade e o desempenho dos negócios, indo além do controle operacional do caixa. Sua atuação estruturada antecipa riscos, sustenta decisões financeiras mais consistentes e oferece suporte ao crescimento organizacional.
Quando rotinas, pilares e tecnologia estão alinhados, a gestão financeira ganha previsibilidade e confiabilidade. Com isso, a tesouraria deixa de ser reativa e passa a atuar de forma integrada à estratégia corporativa.
O resultado é uma empresa mais preparada para lidar com cenários complexos e escolhas críticas.
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