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Privacidade de dados: pilares, desafios e como proteger informações nas empresas

Autor: Redator Sankhya

Atualização:

jan 20, 2026

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12 min

Privacidade de dados: pilares, desafios e como proteger informações nas empresas

Privacidade de dados

A gestão de dados pessoais nunca foi tão estratégica ou arriscada. No centro das operações empresariais, informações sobre clientes, colaboradores e parceiros circulam diariamente entre sistemas, nuvens, planilhas e dispositivos. A todo momento, esse fluxo representa uma oportunidade… e um risco.

A privacidade de dados deixou de ser uma preocupação isolada do time de compliance e atualmente impacta diretamente a reputação da marca, a sustentabilidade das operações e até os resultados financeiros. Afinal, um único vazamento pode custar milhões e abalar anos de construção de confiança.

Neste artigo, você irá entender o que é privacidade de dados, quais são seus pilares, por que ela é vital para a sua empresa e, principalmente, como superar os desafios mais comuns com ações práticas e integradas entre áreas.

O que é privacidade de dados?

Privacidade de dados é o princípio que garante ao titular (cliente, colaborador, fornecedor) o direito de decidir como suas informações pessoais são coletadas, utilizadas, armazenadas e compartilhadas. Em outras palavras, é o controle sobre a própria identidade digital.

Para a empresa, garantir essa privacidade significa tratar os dados com responsabilidade e transparência. Isso envolve não apenas proteger contra vazamentos, mas também limitar acessos, respeitar finalidades, obter consentimento explícito e garantir mecanismos de correção, anonimização ou exclusão dos dados, quando solicitado.

Ao contrário da segurança da informação, que lida com a proteção técnica contra ataques e acessos não autorizados, a privacidade trata do uso adequado, ético e legal dos dados. Ambas andam juntas, mas têm focos distintos. E a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil, assim como o GDPR na Europa, estabelecem exigências claras para o cumprimento desses princípios.

Quais são os 4 pilares da privacidade de dados?

A base para uma gestão eficaz da privacidade está nos quatro pilares clássicos da segurança da informação, que também sustentam programas de proteção de dados pessoais: Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade e Autenticidade, conhecidos pela sigla CID-A. Cada um deles representa um princípio essencial para garantir que os dados sejam utilizados com responsabilidade, segurança e em conformidade com a LGPD.

Confidencialidade

Confidencialidade significa garantir que as informações só sejam acessadas por pessoas devidamente autorizadas. Isso envolve restringir o acesso com base em critérios técnicos e funcionais, garantindo que dados sensíveis estejam protegidos contra vazamentos, espionagem corporativa ou uso indevido.

Para manter esse pilar sólido, as empresas devem adotar práticas como controle de acesso por perfil, criptografia, autenticação multifator e segregação de funções nos sistemas corporativos (como ERPs, CRMs e repositórios de dados). Em termos práticos, isso significa, por exemplo, que apenas o setor de RH tenha acesso a informações de colaboradores e que o time de marketing visualize apenas dados previamente autorizados de clientes.

Integridade

O pilar da integridade assegura que os dados permaneçam corretos, consistentes e não sejam alterados de forma indevida ou acidental. Isso é fundamental para garantir que as decisões tomadas com base em dados, sejam financeiras, operacionais ou estratégicas, sejam confiáveis e fundamentadas em informações legítimas.

Garantir integridade envolve registrar quem acessa, edita ou exclui os dados, aplicar validações nos sistemas para evitar erros e manter trilhas de auditoria. No contexto da privacidade, proteger a integridade também significa impedir alterações não autorizadas em registros de consentimento, contratos digitais ou formulários sensíveis.

Disponibilidade

Não basta proteger os dados, eles também precisam estar disponíveis para os usuários autorizados no momento certo. A indisponibilidade de sistemas ou informações pode causar impactos severos na operação e até comprometer o atendimento às obrigações legais previstas na LGPD, como responder a solicitações de titulares dentro de prazos determinados.

A garantia da disponibilidade depende de uma infraestrutura confiável, com políticas de backup, redundância de servidores, plano de recuperação de desastres e monitoramento contínuo. Isso permite que os dados estejam acessíveis mesmo diante de falhas técnicas, ataques ou instabilidades, assegurando a continuidade do negócio.

Autenticidade

Autenticidade é o que garante que as informações são genuínas e que os usuários são realmente quem afirmam ser. Esse pilar previne fraudes, falsificações de registros e acessos indevidos por identidades forjadas.

No ambiente digital, isso se traduz em mecanismos como autenticação forte, uso de certificados digitais, registros de log, assinaturas eletrônicas e verificação de identidade em transações sensíveis. Em um sistema de gestão, como um ERP, a autenticidade protege ações como aprovações de pagamento, acesso a contratos ou envio de dados fiscais ao governo.

Qual a importância da privacidade de dados?

A importância da privacidade de dados vai muito além do cumprimento da lei. Ela está diretamente ligada à confiança do cliente, à reputação da marca e à continuidade dos negócios. Veja por que esse tema se tornou estratégico:

1. Conformidade regulatória

A LGPD prevê sanções administrativas que podem incluir multas de até R$ 50 milhões por infração, bloqueio de bases de dados e até a suspensão do exercício da atividade. E a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já está atuando ativamente em fiscalizações.

Empresas que operam globalmente precisam ainda atender a outras normas, como GDPR (Europa) ou CCPA (Califórnia, EUA), o que exige uma visão ampla e atualizada sobre regras de privacidade.

2. Prevenção de perdas financeiras

Os impactos de um vazamento de dados vão muito além de multas regulatórias. Empresas expostas a incidentes desse tipo enfrentam gastos significativos com contenção técnica, notificações a clientes e autoridades, custos jurídicos, paralisação de operações e perda de receita. Em alguns casos, os valores envolvidos superam os milhões de reais, especialmente quando há exposição de dados sensíveis ou interrupções críticas no ambiente digital.

Além dos prejuízos imediatos, há ainda a necessidade de investimentos emergenciais em infraestrutura e segurança, que normalmente são feitos de forma reativa, e com custos muito acima dos que seriam necessários em um planejamento preventivo. É o clássico cenário em que o barato sai caro.

3. Fortalecimento da reputação

A privacidade de dados está diretamente ligada à confiança, e confiança é um ativo intangível cada vez mais valioso para qualquer empresa. Em um mercado onde consumidores, clientes e até candidatos a vagas avaliam a conduta das empresas em relação à ética digital, falhas de privacidade podem causar danos à reputação difíceis de reverter.

Empresas que adotam uma postura proativa na proteção de dados, por outro lado, tendem a ser percebidas como mais confiáveis, responsáveis e alinhadas às expectativas sociais. Essa percepção positiva não apenas fideliza clientes, mas também fortalece a marca diante do mercado, investidores e talentos.

4. Melhoria na governança e eficiência operacional

Implementar controles de privacidade exige que a empresa mapeie seus fluxos de dados com clareza: quais informações são coletadas, por quem, com qual finalidade, onde estão armazenadas e quem tem acesso. Esse processo, muitas vezes negligenciado no dia a dia, revela fragilidades operacionais, redundâncias entre sistemas e gargalos que comprometem a performance.

Ao consolidar esse conhecimento, a empresa ganha em governança, com mais controle sobre seus ativos informacionais, e também em eficiência operacional. Informações duplicadas ou desnecessárias são eliminadas, acessos são otimizados, processos são redesenhados com foco em segurança e agilidade. Isso reduz riscos, melhora o uso de recursos tecnológicos e facilita auditorias internas e externas.

Além disso, quando a gestão de dados passa a ser orientada por políticas claras e integradas aos sistemas corporativos (como ERP e CRM), decisões estratégicas se tornam mais assertivas, baseadas em informações confiáveis e atualizadas.

Privacidade, nesse contexto, deixa de ser apenas um requisito de compliance e passa a ser um vetor de maturidade operacional, impactando desde a governança de TI até a performance dos times.

Quais os desafios da privacidade de dados?

Mesmo com consciência crescente sobre o tema, diversos obstáculos dificultam a consolidação de uma política eficaz de privacidade nas empresas:

Coleta excessiva e desorganizada

Muitos sistemas coletam mais dados do que o necessário, sem clareza sobre o uso real dessas informações. Isso gera riscos e dificulta o mapeamento posterior para atendimento à LGPD.

Ataques cibernéticos em alta

Com o avanço de tecnologias como IA generativa, os ataques estão mais rápidos, inteligentes e personalizados. Phishing e ransomware continuam sendo as maiores ameaças, mas o uso indevido de IA já aparece como novo vetor de risco.

Falta de especialistas

Em muitas empresas, o tema da privacidade é delegado a poucos profissionais, que acumulam outras funções. Isso compromete o acompanhamento regulatório e a eficácia das ações preventivas.

Silos entre departamentos

TI, RH, Jurídico, Marketing e Compliance precisam trabalhar de forma integrada, mas muitas vezes operam com visões e sistemas desconectados. Esse desalinhamento compromete a estratégia como um todo.

Atualizações legais constantes

Além da LGPD, novas regulamentações setoriais ou internacionais surgem frequentemente. Adaptar-se rapidamente exige estrutura, conhecimento e processos ágeis.

Como garantir privacidade de dados nas empresas

Superar esses desafios exige uma abordagem sistêmica e multidisciplinar. Abaixo, destacamos boas práticas que podem ser adotadas independentemente do porte da empresa:

1. Crie um comitê de governança de dados: inclua representantes de áreas como TI, Jurídico, RH, Marketing e Operações. Esse comitê deve definir políticas, aprovar controles, avaliar riscos e acompanhar indicadores. O mapeamento de dados por processo é o primeiro passo para definir prioridades e evitar excessos.

2. Fortaleça os controles tecnológicos: implemente soluções de criptografia, monitoramento, DLP (Data Loss Prevention), gestão de identidade e autenticação multifator. Além disso, certifique-se de que todos os sistemas usados, internos ou terceirizados, seguem padrões mínimos de segurança. Também é muito importante definir níveis de sensibilidade para os dados em seus sistemas e configurar acessos de forma segmentada por perfil de usuário.

3. Invista em capacitação contínua: privacidade é um valor que precisa ser incorporado por toda a empresa. Treinamentos regulares, campanhas internas e inclusão do tema nas lideranças ajudam a consolidar essa cultura. O conceito de “privacy by design” deve ser disseminado desde a concepção de novos projetos.

4. Automatize tarefas de compliance: ferramentas como GRC (Governança, Riscos e Compliance) ajudam a centralizar políticas, rastrear consentimentos e responder rapidamente a solicitações de titulares. Sistemas automatizados evitam falhas humanas e reduzem o retrabalho.

5. Avalie fornecedores com critérios de privacidade: solicite cláusulas contratuais específicas, políticas de segurança e evidências de conformidade antes de compartilhar dados com terceiros. Um fornecedor despreparado pode comprometer toda a cadeia de proteção.

6. Estruture o atendimento aos direitos dos titulares: facilite processos para que clientes e colaboradores possam acessar, corrigir ou excluir seus dados. Documente todas as solicitações para garantir rastreabilidade e segurança jurídica.

Privacidade de dados no ERP Sankhya

A privacidade de dados faz parte da arquitetura do ERP Sankhya. A solução foi desenvolvida para atender às exigências da LGPD de forma prática, segura e integrada ao dia a dia da operação. Desde a coleta até o descarte, o sistema garante que as informações pessoais sejam tratadas com responsabilidade, transparência e base legal clara.

Recursos como criptografia de dados sensíveis, controle rigoroso de acesso por perfil e monitoramento contínuo reduzem o risco de vazamentos e acessos indevidos. Ambientes de teste e suporte contam com anonimização automática, protegendo dados mesmo em contextos operacionais mais expostos. Além disso, o descarte de informações é automatizado conforme prazos definidos pela empresa, o que fortalece a política de retenção e evita o acúmulo de dados desnecessários.

O ERP também oferece suporte direto ao exercício dos direitos dos titulares. Colaboradores e clientes podem consultar, corrigir ou solicitar a exclusão de seus dados diretamente no sistema, com registro de todas as ações para fins de auditoria. Em soluções com inteligência artificial, os dados são tratados de forma agregada e sem identificação individual, respeitando os princípios da LGPD.

Com essa combinação de tecnologia e governança, o ERP Sankhya ajuda empresas a incorporar a privacidade no centro de seus processos como prática estratégica de gestão.

Conclusão

A privacidade de dados é mais do que um dever legal, é um diferencial estratégico em um mercado cada vez mais orientado à confiança.

Empresas que adotam os quatro pilares (confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade), enfrentam os desafios com consciência e investem em tecnologia e governança, estão mais preparadas para proteger seus ativos mais valiosos: seus dados e sua reputação.

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